No Dia Nacional do Café, é essencial que saibamos da sua importância para o País

O café brasileiro é famoso e apreciado mundialmente. No último ano, o país foi o maior exportador do mundo, totalizando mais de 34 milhões de sacas, gerando uma receita de 5,4 bilhões de dólares. Além disso, também foi maior produtor do grão em todo o mundo, com mais de 49 milhões de sacas colhidas, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Atualmente, 127 países consomem o grão conillon e arábica, produzidos no Brasil. Os EUA lideram o ranking de países importadores do grão, com quase sete milhões de sacas compradas de nossos produtores. Em seguida a Alemanha, que importa cerca de seis milhões de sacas. A Itália ocupa o terceiro lugar, com 2,9 milhões de sacas compradas. Ainda de acordo com o Cecafé, o Japão vem aumentando seu consumo do café brasileiro nos últimos anos e importou mais de um milhão de sacas.

As variedades arábica e conillon, aqui produzidas, se diferenciam por duas características principais. A primeira se caracteriza por ser mais rica em sabor e o conillon leva vantagem por produzir muito mais grãos. Além disso, a arábica possui sabor mais adocicado, enquanto o outro possui mais cafeína, deixando-o mais amargo.

Contudo, as condições climáticas, o relevo, altitude e o solo diferentes das regiões contribuem significativamente para a formação do sabor e aroma de cada grão. Dependendo do local que for produzido, os níveis de acidez e doçura são modificados e alteram a qualidade e o sabor da bebida.

Conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as principais lavouras cafeeiras se localizam nos Estados do Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. A área ocupada por elas está estimada em 2,25 milhões de hectares e reúne cerca de 290 mil produtores, a maioria pequenos, que estão espalhados por aproximadamente 1.900 municípios.

Desses 2,25 milhões de hectares, metade estão localizados em Minas Gerais. Além de ser o maior produtor, Minas se beneficia pelas condições naturais e climáticas favoráveis à produção de variedades que se destacam pelo sabor e aroma, o que insere o Estado no mercado de cafés especiais.

Para este ano, a estimava é de que a safra de café atinja entre 43 e 47 milhões de sacas de 60 kg do produto. A previsão tem como base a soma das espécies arábica e conilon, feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).